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Oito ou oitenta ou quatro ou quarenta?E assim sao as mulheres
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Ah, e eu ouvia o poeta, me deleitando:... “... Fonte de mel nos olhos de gueixa...”, me desculpe o Caetano, mas nossos olhos têm sido é fonte de muitas lágrimas. E que importância pode isto ter na vida dos seres másculos e barbados do planeta? Se fizer algum sentido certamente será somente para os seres menstruaveis e pariveis. Tanta coisa se diz de ser mulher: ser mulher é padecer no paraíso! Alguém já parou para pensar no ridículo desta afirmação? O paraíso não é um lugar onde se padeça!E ponto final. Mulheres são mistérios indecifráveis!Quem consegue entender uma mulher? se nem elas mesmas se entendem? Amontoado de baboseiras. E infinidades de afirmações e auto afirmações povoam num flash, os www e os correios eletrônicos por este mundo afora, e também os livros, revistas e conversas num ritmo menos frenético. Eu sou mulher, e muito mulher. Já era mulher aos quatro quando imitava as mães velhas amamentando os filhos ou lhes trocando as fraldas mal cheirosas. E aos oitos, já era uma eximia fazedora de trejeitos, com os olhos ou a boca, sempre na ânsia de agradar a figura máscula do pai. E hoje aos quarentas sou mais mulher do que jamais fui. Já vi minha barriga esticar-se como um papel algumas vezes, para encolher-se milagrosamente passados nove meses! Andei numa inclinação de trinta graus com um afastamento de meio metro entre as pernas por total incapacidade de ao uni-las movimentar-me na vertical.
Urrei por corredores frios ao ter meus ossos pélvicos afastados por pelo menos doze centímetros.
Chorei ao ter vidas depositadas em minhas mãos. E por essas vidas me transformei em leoa, que nas horas vagas tentava ser loba, tantas vezes sem muito sucesso, mas, afinal era preciso pelo menos tentar manter próximo o chefe da matilha. Contudo, em uma revolução insana, queimamos sutiãs e nos declaramos tão provedoras quantos os lobos. Mal sabíamos que em muito pouco tempo o peso seria demasiado para ombros tão estreitos. Fomos nos adequando e adaptando. Nos tornamos “ camaleobas”. E numa metamorfose incrível nos tornamos seres cada vez mais fortes, teimosos, batalhadores, porém muito solitários e incompreendidos. Nos tornamos animais desconhecidos da raça humana masculina, nos afastamos na tentativa de agradar. Hoje, a luta maior é contra mídia. E muitas querem ser Giseles Bunchens ou Danielas Cicarelles! Magérrimas, lindos cachos, peitões.Ahhhhhhhh Poxa! pelo menos aquela moça do filme pornô! E prover, proteger, excitar, dar prazer,liderar, e fingir felicidade vinte e quatro horas por dia! Acordem companheiros! Nada é mais simples que uma mulher, aos quatro, oito, quarenta ou oitenta! Tudo que buscamos é um pouquinho de amor e atenção!Basta meia hora do dia de amor sincero, em qualquer forma: palavras, gestos, carinho ou sexo e vocês nos terão eternamente a seu lado.
Fieis, provedoras, submissas, verdadeiras “camaleobas” de sobreaviso, prontas ao menor sinal do sexo oposto, aos quatro, oito, quarenta ou oitenta. E esta foi,é , e sera nossa eterna busca? Tomara que sim, pois quem nos criou, felizmente, nos fez criaturas famintas de afeição. |
Escrito por Sol às 11:38 PM
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Pai
Dizer o exato momento? Não sei!
que ciente do seu tamanho e realidade, eu me fiz.
Se heresia ou simples constatação,
do seu gigantesco ente em meu eu criança,
A consciência da consagrada presença em minha tola inocência de menina
e, não houve jamais, uma simples vez,
que de joelhos a pedir, caprichos de criança,
ou implorar perdão por pecados cometidos, em todo meu espaço mental, transbordante de emoção, reverência e temor,
Deus a mim se apresentava,
Nos mais ricos traços detalhados,
Por traz do bigode espesso, no caramelo dos olhos severos,
o cabelo preto de pequenos caracóis brilhantes sob a aura purpurina,
faziam me tremula e extasiada!
como eu, ele respirava
E Deus falava, e eu ouvia,
e, em segredo, fazia-me a mais presenteada de todos
único ser no céu do universo
a presenciar no milagre da prece, a presença Sagrada
e Deus se fazia todos os dias,
e por muitos anos ele se fez,
Pai, Deus pra mim
era Você!
Escrito por Sol às 09:34 PM
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Letra da música do filme a Viagem de Chihiro
Em algum lugar, uma voz chama do fundo do coração
Que eu posso sempre sonhar os sonhos que tocam meu coração
Tantas lágrimas de tristeza
Infinitas lágrimas rolaram
Mas sei que do outro lado encontrarei você
Toda vez que caímos no chão
Olhamos para o céu lá no alto
E acordamos para o céu azul
Como se fosse a primeira vez
Como o caminho é longo e solitário
E não enxergamos o fim
Posso abraçar a luz com meus dois braços
Quando digo adeus meu coração pára e com ternura eu sinto
Que meu corpo silencioso passa a ouvir o que é verdadeiro
O milagre da vida
O milagre da morte
O vento, as cidades e as flores
Todos nós dançamos numa só unidade
Em algum lugar, uma voz chama do fundo do meu coração
Continue sonhando seus sonhos não os deixe morrer
Por que falar de sua melancolia ou dos tristes pesares da vida
Deixe tais lábios cantarem uma linda canção para você
Não esqueceremos a voz sussurrante
Em cada lembrança ela ficará para sempre, para guiar você
Quando um espelho se quebra
Estilhaços se espalham pelo chão
Lampejos de uma vida nova
Refletem-se por toda a parte
Janela de um recomeço
Quietude, nova luz da aurora
Deixe que meu corpo vazio e silente
Seja preenchido e nasça outra vez
Não é preciso procurar lá fora
Nem velejar através do mar,
Porque brilha aqui dentro de mim
Está bem aqui dentro de mim
Encontrei uma luz que está sempre comigo
Escrito por Sol às 08:31 PM
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Citações
"O homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu." Marx Weber
"Assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise;portanto,não como uma ciência experimental em busca de leis mas como uma ciência interpretativa a procura do significado." Cliford Geertz´
"Feliz é o destino do inocente vestal. Esquecendo o mundo e por ele sendo esquecido. Eterno brilho de uma mente sem lembranças. Toda prece é ouvida, Toda graça é alcançada." Alexandre o Papa
Escrito por Sol às 10:34 AM
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Refletindo
È nossa capacidade de amar que nos faz grandes, diferentes e especiais. Não importa a trilha, a direção ou o descaminho, ao final, estamos todos em busca do mesmo propósito,"reciprocidades a parte": - alguém ou algo que se deixe amar . E, no perfeito desenrolar do achado, que quase sempre é um " desencontro" alcançamos o ponto exato em que nos tornamos: - iguais e desinteressantes.
Escrito por Sol às 10:30 AM
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Reflexões
Na madrugada insone,pergunto-me: - Por que ? Por que, nós seres humanos,só conseguimos produzir melhor na dor? no desespero? ou na incerteza? O que nos impede de colocar no papel nossos momentos de maior júbilo?
POR QUE?
Por que quando tomados de extâse, de sentimentos tão fortes de prazer e felicidade somos incapazes de verbalizar ? de tornar esses momentos eternos? Por que esperamos que eles passem, para posteriormente imortalizarmos pela escrita um arremedo daquele momento?
É algo mais à se pensar!
Escrito por Sol às 09:17 PM
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O espetáculo!
E eis que o circo está armado! Que se arme o circo uma vez mais! O povo tem direito a ele!
E o povo que é um povo pobre e um pobre povo, inebriado pelo sentimento da vitória, sentimento falso, pois não sabe que não é sua a VITÓRIA e ensurdecido pelos gritos de gol, faz calar o próprio estomago! E nem o pão importa, o pão não mais importa, pois o que importa mesmo é a chance de sentir-se importante, de ser parte integrante e participante, nem que isto lhes custe noites solitárias e insones, onde as únicas companhias são o frio, a fome e o medo.
Cada povo tem o circo e a fome que merece!
Escrito por Sol às 06:30 PM
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Futuros Jornalista enfrentam mais um desafio
Os futuros jornalistas saboreiam o gosto doce-amargo dos problemas de planejamento, apuração e produção de seu jornal laboratório inicial, unidos pela primeira experiência.
Os alunos reúnem-se por horas no pequeno laboratório; em meio a intermináveis preocupações, algumas divergências e muito entusiasmo primário. È este o momento que os aproxima ou os afasta definitivamente do sonho de se tornarem contadores da história do cotidiano.
Pela primeira vez os acadêmicos constatam de forma irrefutável , a grande verdade na vida do profissional da noticia – O trabalho só concretiza-se em equipe. Um jornalista não existe sem o apoio dos que trabalham com ele.
A partir dessa constatação, o espírito de camaradagem que une o grupo, transforma-se em cumplicidade e os laços se estreitam e se afinizam ou se desfazem completamente; os que pensavam ser o momento da produção do texto o mais difícil descobrem seu engano.
Chegou à hora de aceitar críticas sem perder a lucidez, de esperar pacientemente por uma informação que possa ser importante, de ser humilde o bastante para admitir o erro e corrigi-lo quantas vezes for necessário, de admitir suas limitações sem esquecer seu potencial e principalmente ter consciência que é preciso dividir para que a somatória final seja sucesso.
Exigências da grade curricular
Todo acadêmico de Jornalismo deve participar de forma experimental da criação de um jornal laboratório durante o terceiro ano do curso, como parte integrante da grade curricular e uma exigência do Ministério da Educação e Cultura.
Os estudantes trabalham em equipes e vivem da forma mais real possível, a rotina de uma redação de impresso na elaboração de no mínimo nove edições de um jornal laboratório, sob a orientação de um ou mais professores.
Escrito por Sol às 04:56 PM
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Após longo tempo de improdutividade textual, estamos de volta para mais um ano na universídade.Agora o penútimo!
Escrito por Sol às 04:54 PM
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Culpados ou inocentes?
Chegamos à primeira década do século XXI aos quarenta e somos frutos de uma geração intermediária, provavelmente mais equilibrados que nossos antecessores inertes no enfrentamento aos mais velhos ou aos vieram depois de nós, totalmente irreverentes.
Observando o comportamento dessas gerações, podemos verificar a mudança radical de valores que ocorreu ao longo dos últimos vinte e cinco anos.Nossos pais são os filhos que eram tratados a ferro e fogo,e o jovem era obrigado a esperar pela maturidade para poder ser tratado como alguém, pois enquanto imaturo tudo era proibido,sua voz não era ouvida e a vontade dos pais sempre prevalecia.
Como conseqüência do tratamento desequilibrado, nossos pais, ainda que não totalmente rebelados, nos passaram uma extrema aversão à pressão, embora os mesmos ainda nos reprimissem. O resultado é que viajamos de um extremo ao outro e somos responsáveis pela geração que tudo pode. Criamos nossos filhos com muito poucos limites ou sem limite algum.
Agora, diante dos problemas trazidos pela permissividade ilimitada, nos vemos diante do dilema de tentar reverter o que ensinamos.
Certamente a situação hoje seria completamente diferente se tanto nossos pais como nós tivéssemos agido com equilíbrio,ponderação e principalmente tivéssemos lembrado sabiamente Machado de Assis quando ele diz: “O menino é o pai do homem”.
Outubro de 2005
Escrito por Sol às 09:57 PM
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Todos estamos condenados à morte
Países de ideologia e credos religiosos diferentes, como China, Estados Unidos, Nigéria e Arábia Súdita praticam a pena de morte.
-Você acha que a pena de morte deveria ser adotada no Brasil?
Primeiramente, devo esclarecer que a Constituição Brasileira no artigo 5º XLVII diz: (“não haverá penas:de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do artigo 84,XIX”...) e também no Código Penal Militar, alguns de seus artigos,(*1) prevêem a pena de morte por fuzilamento, portanto, podemos afirmar que o Direito Brasileiro de alguma maneira adota a pena capital.
Este é um tema que sempre gera muita polêmica quando trazido à discussão e que certamente deveria nos levar a uma análise mais profunda e objetiva simultaneamente.
Após refletir cuidadosamente sobre a questão, declaro-me contra a pena de morte em qualquer lugar ou circunstância.
Gostaria de esclarecer, no entanto, que minha convicção não vem do fato de acreditar que todo indivíduo tem direito à vida, mas pela simples conclusão de que todos, sem exceções, culpados ou inocentes por qualquer ato, delito ou crime, estão fadados a morrer, pois todos deixaremos de existir um dia. Portanto, a pena de morte como forma de punição só daria ao condenado a oportunidade de saber exatamente a data em que sucumbiria, não se caracterizando em minha opinião, um castigo.
Sob o aspecto religioso, o qual temos que admitir não ser o mais relevante entre criminosos, existem várias possibilidades de análise da punição: Para os que acreditam, como por exemplo, católicos e evangélicos, que após a morte todas as almas irão para o céu, purgatório ou inferno e lá permanecerão até o dia do juízo final, certamente o lugar a ser ocupado pelos que cometem crimes hediondos não é dos mais prazerosos .
Já no caso dos que crêem em reencarnação e leis de causas e efeitos, como espíritas e hindus, ao eliminarmos um criminoso, estaríamos, a princípio, somente retardando a expiação de seus pecados para algum momento em um futuro ignorado .
Para os ateus, a pena significaria a abreviação do tempo a ser vivido, nesse caso, caracterizando-se uma forma de punição, todavia sob meu ponto de vista, muito branda.
Observando o assunto economicamente, sem dúvida seria mais vantajoso aos bolsos do contribuinte se eliminássemos o grande número de facínoras e corruptos que povoam nossas penitenciárias, no entanto, creio eu estar empregando muito bem meu dinheiro para mantê-los, se possível, enjaulados perpetuamente.
Finalmente, é necessário encarar a realidade do sistema judiciário nacional que não nos inspira a menor confiança quanto à sua imparcialidade ou justiça. È possível afirmar que se existisse a pena mortal no Brasil, como temos na China, Estados Unidos e outros países, nós correríamos o risco de ceifar as vidas de incontáveis inocentes, delinqüentes menores, negros e pobres, para os quais a lei é implacável.
(*1)http://www.fdc.br/artigos/pena_de_morte.htm
Sol/ setembro de 2005
Escrito por Sol às 06:01 PM
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Xô Presidente !
É impossível para o povo brasileiro continuar vivendo em um país acéfalo, onde o mandatário máximo finge uma incoerente e inconsistente inocência ou ignorância frente a maior crise política já vivida no Brasil, desde instalação do regime democrático.
O Senhor Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva teme que desvendemos a grande farsa que ele é. Farsa criada pelo competente artista da publicidade, Duda Mendonça, que podemos até acusar de corrupção passiva, mas não podemos negar a genialidade na venda de falsos ideais pregados por falsos políticos, que nós, cinqüenta e três milhões de brasileiros compramos.
Compramos o mito do político sério e trabalhador, só ignorávamos que o preço a pagar não era somente com nosso voto e nossa confiança, mas com milhões de reais tirados do que ganhamos trabalhando honestamente, na verdade o que compramos foi uma ave de rapina brigando pelo poder,cercada por iguais.
Em meio a tantas denúncias, muitas das quais já comprovadas, incriminando os políticos que comandavam e continuam tentando comandar o país, não podemos desprezar as palavras do Professor e Jurista Hélio Bicudo, personalidade respeitada pela sociedade brasileira, que mesmo sendo partidário fiel de Lula, viu-se obrigado a acusar o presidente de tentar se inocentar pela ignorância dos atos praticados por seus correligionários e colaboradores. Se o crime cometido pelo Presidente não foi o de evasão de divisas, uso indevido do dinheiro público, corrupção ativa e passiva, prevaricação e poderíamos aqui continuar a discorrer sobre um número incontável de delitos, com certeza podemos acusá-lo de omissão irresponsável com graves prejuízos para a nação, o que já seria suficiente para um político honesto renunciar.
Pelo que constatamos, até o presente momento, este não é o caso do nosso Presidente da República, que continua a inaugurar pequenas obras, enaltecendo e engrandecendo seus feitos em lugares estratégicos, como se não fizesse parte do grupo de políticos corruptos que o cercam, discursando para platéias selecionadas que provavelmente ainda não conseguiram ater-se à gravidade dos acontecimentos.
Usando, inclusive, a presente estabilidade econômica para vangloriar-se, como se dele ou do Senhor Antonio Palocci fosse a criação do programa que nos mantém estáveis, quando qualquer brasileiro bem informado sabe que para isto bastaria a presença do ex-Ministro Pedro Malan e sua equipe no Ministério da Fazenda.
Até quando nosso ilustre mandatário continuará a agir como intocável e inatingível? Será que ele está à espera que militares impacientes resolvam que a tragicomédia da administração brasileira já foi longe demais e tentem nos levar a um retrocesso no regime democrático? Ou estará Luiz Inácio Lula da Silva a espera que nós, os cinqüenta e três milhões de brasileiros que o levamos ao Planalto, admitamos que erramos não por omissão irresponsável, mas por ingenuidade ignorância e até por desesperança?
Senhor Presidente, nós, brasileiros comuns, que vivemos vidas comuns, admitimos nosso erro de ter acreditado no mito; ainda envergonhados, contudo sem nos esconder atrás de desculpas que não nos desculpariam, encaramos os que nos avisaram sobre Vossa Senhoria no passado.Como cidadã comum gostaria de pedir-lhe que deixe seu cargo, gostaria até de dizer que o Senhor ainda conseguiria salvar um pouco de sua dignidade, mas, infelizmente não posso, pois esse tempo já passou. Saindo agora presidente, o Senhor ainda tem a chance de cair em nosso esquecimento em alguns anos, aproveitando-se da característica de sermos um povo de memória política muito curta, ao invés de ser lembrado para sempre como símbolo da mais grave mentira eleitoral e da maior vergonha nacional de nossa história.
Cascavel,25 de Agosto de 2005
Escrito por Sol às 05:39 PM
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A paz encontrada
Quando me dei conta, as luzes já estavam acesas e eu podia ver a fina névoa cair através delas. O vento frio penetrando meu casaco serviu para aumentar minha angústia.
Voltei a caminhar pela rua deserta confundindo o barulho de meus passos com as batidas em meu peito.
Observei que por trás das vidraças nos pórticos das casas, havia vida num movimento de contínuo vai e vém.Parei tentando ouvir algo, mas só consegui distinguir o som alegre das vozes de crianças misturadas ao tilintar de talheres e pratos. O som rotineiro trouxe de volta os fantasmas que povoavam minhas lembranças. Senti meu peito oprimir-se ainda mais e as lágrimas saltaram de meus olhos turvando minha visão. Por uma fração de segundos parei desorientada procurando pelas lâmpadas da praça que iluminavam o velho coreto.
Apressei meus passos e atravessei a avenida em direção à esplanada no justo momento em que um carro passava.Senti a água ensopar minhas meias, mas não pude definir o impropério gritado pelo motorista nervoso.Afinal que importância poderia ter isso para mim?
Continuei meu caminho, deixando-me levar para o único lugar onde poderia encontrar um pouco de paz.
Ao passar em frente ao cemitério, detive-me e tentei dizer uma pequena prece. Descobri, porém, que rezar só é permitido aos puros de coração.
Voltei a andar.Manter-me em movimento era minha única chance de alcançar meu destino. Dobrei à esquerda no final da alameda e ao olhar em frente,vislumbrei finalmente a balaustra da ponte mal iluminada.
Aproximei-me com cuidado, tentando ver se hoje haveria alguém que pudesse intrometer-se em meus planos.
Senti que meus olhos secaram-se, já não havia mais lágrimas.Num misto de frenesi e alegria, olhei para baixo e soltando minhas mãos, voei ao encontro da escuridão.
Texto escrito para disciplina de Lingua Portuguesa,agosto 2005
Escrito por Sol às 02:14 PM
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Ledo Engano
Tudo começou no verão de 1985, naquela areia branca ocupada em todos seus centímetros quadrados por corpos bronzeados, perfeitos e cabeças vazias, completamente ocas, daquelas que são levadas por uma simples brisa.
Era sua primeira vez na praia, olhou para frente e para cima para poder enxergar os olhos daquele homem. Atordoada pela beleza e porte de Adonis, fez um esforço imenso para ouvir aquela voz. Será que era com ela que ele falava? Duvidou uma, duas, mil vezes até que o toque daquela mão a fez estremecer da cabeça aos pés.
Dali para a paixão, promessa de amor eterno e entrega de corpo e alma foi questão de mínimo tempo, afinal o que a pobre caipirinha saída de um sítio miserável podia sentir ao ser cortejada por um homem educado, culto, bonito e aparentemente rico?
Certamente que a culpa por se deixar enganar diante do óbvio era só dela.O que um homem daqueles poderia querer com criatura tão desprovida de atrativos? A lição custou meses de reflexões , lágrimas e a promessa de jamais cometer o mesmo erro.
Para infelicidade da simplória, tudo pareceria muito diferente da primeira vez, já que o felizardo desta feita era um vaqueiro.
E assim passaram-se vinte anos numa sucessão de paixões, entregas, abandonos, e lágrimas. E só naquele instante ela descobriu que nunca é tarde para meter-se outra vez na mesma estúpida situação, para isto bastava que sendo mulher, olhasse para cima e visse nos olhos másculos a sua frente à própria imagem refletida.
Escrito por Sol às 11:08 PM
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Erros e desacertos
Editorial
Dentre tantos outros mandos e desmandados que fogem a qualquer explicação lógica, o próximo a ser cometido pelo governo federal, será o Referendo pró-desarmamento a ser votado obrigatoriamente no próximo dia 23 de outubro.
Com um custo estimado em quinhentos milhões de reais, não há como não se admirar com o preço que se tem que pagar pela súbita preocupação dos Poderes Legislativo e Executivo em descobrir o desejo do povo brasileiro e democraticamente fazer com que este prevaleça.
Existisse um pouco de paciência por parte dos que nos conduzem, este gasto poderia deixar de existir, para isto bastaria que o quesito em questão fosse posto em votação em conjunto com as eleições de 2006.
Não se explica tamanha urgência em se fazer valer a constituição, quando esta não se aplica àqueles que detêm a riqueza ou o poder,ou ambos, principalmente no cumprimento das leis.
Há, ainda, que se perguntar o porquê de tanto interesse por parte das autoridades em desarmar a população, tentando justificar-se na diminuição da criminalidade, quando já se provou por meio de estatísticas que este é só mais um fator a ser considerado e não pode ser tomado como determinante no processo de controle da violência .
Tomando-se como base a história recente, um dos exemplos a serem observados é o da Inglaterra que teve seu índice de criminalidade aumentado em 50% a partir de 1997, quando se desarmou a população.
Um outro exemplo que mostra o oposto acontecendo é o do Canadá, onde um em cada quatro habitantes possui arma, e a taxa de criminalidade é uma das menores do mundo. Se analisarmos a questão do desarmamento sob estes aspectos, chegaremos à conclusão que não existe uma ligação intrínseca entre armas de fogo e violência, porém não seria difícil provar que criminalidade e desigualdade social crescem juntas.
Indubitavelmente, seria de maior proveito aos brasileiros se estes quinhentos milhões de reais fossem investidos na educação ou na saúde.Fica aqui portanto uma questão que sugere reflexão: Por que os mandatários desta nação não querem um povo mais inteligente e saudável?
Escrito por Sol às 11:03 PM
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