Escrito por Sol às 09:57 PM
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Todos estamos condenados à morte
Países de ideologia e credos religiosos diferentes, como China, Estados Unidos, Nigéria e Arábia Súdita praticam a pena de morte.
-Você acha que a pena de morte deveria ser adotada no Brasil?
Primeiramente, devo esclarecer que a Constituição Brasileira no artigo 5º XLVII diz: (“não haverá penas:de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do artigo 84,XIX”...) e também no Código Penal Militar, alguns de seus artigos,(*1) prevêem a pena de morte por fuzilamento, portanto, podemos afirmar que o Direito Brasileiro de alguma maneira adota a pena capital.
Este é um tema que sempre gera muita polêmica quando trazido à discussão e que certamente deveria nos levar a uma análise mais profunda e objetiva simultaneamente.
Após refletir cuidadosamente sobre a questão, declaro-me contra a pena de morte em qualquer lugar ou circunstância.
Gostaria de esclarecer, no entanto, que minha convicção não vem do fato de acreditar que todo indivíduo tem direito à vida, mas pela simples conclusão de que todos, sem exceções, culpados ou inocentes por qualquer ato, delito ou crime, estão fadados a morrer, pois todos deixaremos de existir um dia. Portanto, a pena de morte como forma de punição só daria ao condenado a oportunidade de saber exatamente a data em que sucumbiria, não se caracterizando em minha opinião, um castigo.
Sob o aspecto religioso, o qual temos que admitir não ser o mais relevante entre criminosos, existem várias possibilidades de análise da punição: Para os que acreditam, como por exemplo, católicos e evangélicos, que após a morte todas as almas irão para o céu, purgatório ou inferno e lá permanecerão até o dia do juízo final, certamente o lugar a ser ocupado pelos que cometem crimes hediondos não é dos mais prazerosos .
Já no caso dos que crêem em reencarnação e leis de causas e efeitos, como espíritas e hindus, ao eliminarmos um criminoso, estaríamos, a princípio, somente retardando a expiação de seus pecados para algum momento em um futuro ignorado .
Para os ateus, a pena significaria a abreviação do tempo a ser vivido, nesse caso, caracterizando-se uma forma de punição, todavia sob meu ponto de vista, muito branda.
Observando o assunto economicamente, sem dúvida seria mais vantajoso aos bolsos do contribuinte se eliminássemos o grande número de facínoras e corruptos que povoam nossas penitenciárias, no entanto, creio eu estar empregando muito bem meu dinheiro para mantê-los, se possível, enjaulados perpetuamente.
Finalmente, é necessário encarar a realidade do sistema judiciário nacional que não nos inspira a menor confiança quanto à sua imparcialidade ou justiça. È possível afirmar que se existisse a pena mortal no Brasil, como temos na China, Estados Unidos e outros países, nós correríamos o risco de ceifar as vidas de incontáveis inocentes, delinqüentes menores, negros e pobres, para os quais a lei é implacável.
(*1)http://www.fdc.br/artigos/pena_de_morte.htm
Sol/ setembro de 2005
Escrito por Sol às 06:01 PM
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Xô Presidente !
É impossível para o povo brasileiro continuar vivendo em um país acéfalo, onde o mandatário máximo finge uma incoerente e inconsistente inocência ou ignorância frente a maior crise política já vivida no Brasil, desde instalação do regime democrático.
O Senhor Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva teme que desvendemos a grande farsa que ele é. Farsa criada pelo competente artista da publicidade, Duda Mendonça, que podemos até acusar de corrupção passiva, mas não podemos negar a genialidade na venda de falsos ideais pregados por falsos políticos, que nós, cinqüenta e três milhões de brasileiros compramos.
Compramos o mito do político sério e trabalhador, só ignorávamos que o preço a pagar não era somente com nosso voto e nossa confiança, mas com milhões de reais tirados do que ganhamos trabalhando honestamente, na verdade o que compramos foi uma ave de rapina brigando pelo poder,cercada por iguais.
Em meio a tantas denúncias, muitas das quais já comprovadas, incriminando os políticos que comandavam e continuam tentando comandar o país, não podemos desprezar as palavras do Professor e Jurista Hélio Bicudo, personalidade respeitada pela sociedade brasileira, que mesmo sendo partidário fiel de Lula, viu-se obrigado a acusar o presidente de tentar se inocentar pela ignorância dos atos praticados por seus correligionários e colaboradores. Se o crime cometido pelo Presidente não foi o de evasão de divisas, uso indevido do dinheiro público, corrupção ativa e passiva, prevaricação e poderíamos aqui continuar a discorrer sobre um número incontável de delitos, com certeza podemos acusá-lo de omissão irresponsável com graves prejuízos para a nação, o que já seria suficiente para um político honesto renunciar.
Pelo que constatamos, até o presente momento, este não é o caso do nosso Presidente da República, que continua a inaugurar pequenas obras, enaltecendo e engrandecendo seus feitos em lugares estratégicos, como se não fizesse parte do grupo de políticos corruptos que o cercam, discursando para platéias selecionadas que provavelmente ainda não conseguiram ater-se à gravidade dos acontecimentos.
Usando, inclusive, a presente estabilidade econômica para vangloriar-se, como se dele ou do Senhor Antonio Palocci fosse a criação do programa que nos mantém estáveis, quando qualquer brasileiro bem informado sabe que para isto bastaria a presença do ex-Ministro Pedro Malan e sua equipe no Ministério da Fazenda.
Até quando nosso ilustre mandatário continuará a agir como intocável e inatingível? Será que ele está à espera que militares impacientes resolvam que a tragicomédia da administração brasileira já foi longe demais e tentem nos levar a um retrocesso no regime democrático? Ou estará Luiz Inácio Lula da Silva a espera que nós, os cinqüenta e três milhões de brasileiros que o levamos ao Planalto, admitamos que erramos não por omissão irresponsável, mas por ingenuidade ignorância e até por desesperança?
Senhor Presidente, nós, brasileiros comuns, que vivemos vidas comuns, admitimos nosso erro de ter acreditado no mito; ainda envergonhados, contudo sem nos esconder atrás de desculpas que não nos desculpariam, encaramos os que nos avisaram sobre Vossa Senhoria no passado.Como cidadã comum gostaria de pedir-lhe que deixe seu cargo, gostaria até de dizer que o Senhor ainda conseguiria salvar um pouco de sua dignidade, mas, infelizmente não posso, pois esse tempo já passou. Saindo agora presidente, o Senhor ainda tem a chance de cair em nosso esquecimento em alguns anos, aproveitando-se da característica de sermos um povo de memória política muito curta, ao invés de ser lembrado para sempre como símbolo da mais grave mentira eleitoral e da maior vergonha nacional de nossa história.
Cascavel,25 de Agosto de 2005
Escrito por Sol às 05:39 PM
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