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Culpados ou inocentes?



 

Chegamos à primeira década do século XXI aos quarenta e somos frutos de uma geração intermediária, provavelmente mais equilibrados que nossos antecessores inertes no enfrentamento aos mais velhos ou aos vieram depois de nós, totalmente irreverentes.

Observando o comportamento dessas gerações, podemos verificar a mudança  radical de valores que ocorreu ao longo dos últimos vinte e cinco anos.Nossos pais são os filhos que eram tratados a ferro e fogo,e o jovem era obrigado a esperar pela maturidade para poder ser tratado como alguém, pois enquanto imaturo tudo era proibido,sua voz não era ouvida e a vontade dos pais  sempre prevalecia.

Como conseqüência do tratamento desequilibrado, nossos pais, ainda que não totalmente rebelados, nos passaram uma extrema aversão à pressão, embora os mesmos ainda nos reprimissem. O resultado é que  viajamos de um extremo ao outro e somos responsáveis pela geração que tudo pode. Criamos nossos filhos com muito poucos limites ou sem limite algum.

Agora, diante dos problemas trazidos pela permissividade ilimitada, nos vemos diante do dilema de tentar reverter o que ensinamos.

Certamente a situação hoje seria completamente diferente se tanto nossos pais como nós tivéssemos agido com equilíbrio,ponderação e principalmente tivéssemos lembrado sabiamente Machado de Assis quando ele diz: “O menino é o pai do homem”. 

Outubro de 2005 




Escrito por Sol às 09:57 PM
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Todos estamos condenados à morte

Países de ideologia e credos religiosos diferentes, como China, Estados Unidos, Nigéria e Arábia Súdita praticam a pena de morte.

            -Você acha que a pena de morte deveria ser adotada no Brasil?

 

Primeiramente, devo esclarecer que a Constituição Brasileira no artigo 5º XLVII  diz: (“não haverá penas:de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do artigo 84,XIX”...)  e  também no Código Penal Militar, alguns de seus artigos,(*1) prevêem  a pena de morte por fuzilamento, portanto, podemos afirmar que o Direito Brasileiro de alguma maneira adota a pena capital.

Este é um tema que sempre gera muita polêmica quando trazido à discussão  e que certamente deveria nos levar a uma análise mais profunda e objetiva simultaneamente.

Após refletir cuidadosamente sobre a questão, declaro-me  contra a pena de morte em qualquer lugar ou circunstância.

Gostaria de esclarecer, no entanto, que minha convicção  não vem  do  fato de acreditar que todo indivíduo tem direito à vida, mas pela simples conclusão de que todos, sem exceções, culpados ou inocentes por qualquer ato, delito ou crime, estão fadados a morrer, pois todos deixaremos de existir um dia. Portanto, a pena de morte como forma de punição só daria ao condenado a oportunidade de saber exatamente a data em que sucumbiria, não se caracterizando em minha opinião, um castigo.

Sob o aspecto religioso, o qual temos que admitir não ser o mais relevante entre  criminosos, existem várias possibilidades de análise da punição: Para os que acreditam, como por exemplo, católicos e evangélicos, que após a morte todas as almas irão para o céu, purgatório ou inferno e lá permanecerão  até o dia do juízo final, certamente o lugar a ser ocupado pelos que cometem crimes hediondos não é dos  mais prazerosos .

Já no caso dos que crêem em reencarnação e leis de causas e efeitos, como espíritas e hindus, ao eliminarmos um criminoso, estaríamos, a princípio, somente retardando a expiação de seus pecados para algum momento em um futuro ignorado .

Para os ateus, a pena significaria a abreviação do tempo a ser vivido, nesse caso, caracterizando-se uma forma de punição, todavia sob meu ponto de vista, muito branda.

Observando o assunto  economicamente, sem dúvida seria mais vantajoso aos bolsos do contribuinte  se eliminássemos o grande número de facínoras e corruptos que povoam nossas penitenciárias, no entanto, creio eu estar empregando muito bem meu dinheiro para mantê-los, se possível, enjaulados perpetuamente.

Finalmente, é necessário encarar a realidade do sistema judiciário nacional que não nos inspira a menor confiança quanto à sua imparcialidade ou justiça. È possível afirmar que se existisse a pena mortal no Brasil, como  temos na China, Estados Unidos e outros países, nós correríamos o risco de ceifar as  vidas  de incontáveis inocentes, delinqüentes  menores, negros e pobres, para os quais a lei é implacável.        

 (*1)http://www.fdc.br/artigos/pena_de_morte.htm

 Sol/ setembro de 2005

 

 



Escrito por Sol às 06:01 PM
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Xô Presidente !

 É impossível para o povo brasileiro continuar vivendo em um país acéfalo, onde o mandatário máximo finge uma incoerente e inconsistente inocência ou ignorância frente a maior crise política já vivida no Brasil, desde instalação do regime democrático.

            O Senhor Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva teme que desvendemos a grande farsa que ele é. Farsa criada pelo competente artista da publicidade, Duda Mendonça, que podemos até acusar de corrupção passiva, mas não podemos negar a genialidade na venda de falsos ideais pregados por falsos políticos, que nós, cinqüenta e três milhões de brasileiros compramos.

Compramos o mito do político sério e trabalhador, só ignorávamos que o preço a pagar não era somente com nosso voto e nossa confiança, mas com milhões de reais tirados do que ganhamos trabalhando honestamente, na verdade o que compramos foi uma ave de rapina brigando pelo poder,cercada por iguais.

Em meio a tantas denúncias, muitas das quais já comprovadas, incriminando os políticos que comandavam e continuam tentando comandar o país, não podemos desprezar as palavras do Professor e Jurista Hélio Bicudo, personalidade respeitada pela sociedade brasileira, que mesmo sendo partidário fiel de Lula, viu-se obrigado  a acusar o presidente de tentar se inocentar pela ignorância dos atos praticados por seus  correligionários e colaboradores. Se o crime cometido pelo Presidente não foi o  de evasão de divisas, uso indevido do dinheiro público, corrupção ativa e passiva, prevaricação e poderíamos aqui continuar a discorrer sobre um número  incontável de delitos, com certeza podemos acusá-lo de omissão irresponsável com graves prejuízos para a nação, o que já seria suficiente para um político honesto renunciar.

Pelo que constatamos, até o presente momento, este não é o caso do nosso Presidente da República, que continua a inaugurar pequenas obras, enaltecendo e engrandecendo seus feitos em lugares estratégicos, como se não fizesse parte do grupo de políticos corruptos que o cercam, discursando para platéias selecionadas que provavelmente ainda não conseguiram ater-se à gravidade dos acontecimentos.

            Usando, inclusive, a presente estabilidade econômica para vangloriar-se, como se dele ou do Senhor Antonio Palocci fosse a criação do programa que nos mantém estáveis, quando qualquer brasileiro bem informado sabe que para isto bastaria a presença do ex-Ministro Pedro Malan e sua equipe no Ministério da Fazenda.   

Até quando nosso ilustre mandatário continuará a agir como intocável e inatingível? Será que ele está à espera que militares impacientes resolvam que a tragicomédia da administração brasileira já foi longe demais e tentem nos levar a um retrocesso  no regime democrático? Ou estará Luiz Inácio Lula da Silva a espera que nós, os cinqüenta e três milhões de brasileiros que o levamos ao Planalto, admitamos que erramos não por omissão irresponsável, mas por ingenuidade ignorância e até por desesperança?

Senhor Presidente, nós, brasileiros comuns, que vivemos vidas comuns, admitimos nosso erro de ter acreditado no mito; ainda envergonhados, contudo sem nos esconder atrás de desculpas que não nos desculpariam, encaramos os que nos avisaram sobre Vossa Senhoria no passado.Como cidadã comum gostaria de pedir-lhe que deixe seu cargo, gostaria até de dizer que o Senhor ainda conseguiria salvar um pouco de sua dignidade, mas, infelizmente não posso, pois esse tempo já passou. Saindo agora presidente, o Senhor ainda tem a chance de cair em nosso esquecimento em alguns anos, aproveitando-se da característica de sermos um povo de memória política muito curta, ao invés de ser lembrado para sempre como símbolo da mais grave  mentira eleitoral e da  maior vergonha nacional de nossa história.

Cascavel,25 de Agosto de 2005                             

 



Escrito por Sol às 05:39 PM
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